Conhecer, entender, aceitar e viver o amor não é nada fácil... O amor da sentido a troca de sentimentos, de prazeres e de atenção... Fonte do ego que pede atenção para dar atenção, que pede afeto para dar afeto, que pede compreensão para dar compreensão. Assim, nós, memórias, acabamos buscando gostar de quem seja capaz de gostar de nós e vivemos em uma “pré-ocupação” (como diz a Marcia) constante pelo reconhecimento de nossa importância. Nos aproximamos uns dos outros buscando conquistar atenção, afeto e amor, que julgamos serem capazes de trazer os momentos de felicidade que precisamos... Enxergando o amor desse modo, fica muito difícil de ser praticado, pois muda o sentido de tudo pois passamos a criar expectativas e amar passa a significar “ama o próximo como ele te ama”, ao invés de “ama o próximo como a ti mesmo”.

A tomada de consciência para que nos permitamos à escolha necessita da ampliação da visão egocêntrica que temos, abrindo mão das memórias, dos padrões, das crenças e assim liberando a paz em nós que é o começo de tudo.

Através da consciência conseguimos dar luz e entendimento ao nosso momento presente, as contingências da vida e a diferenciar o bem do mal, o sofrimento da felicidade e as virtudes dos deveres e assim superar nossa tendência “ego-sabotadora” de nos entregar as falsas carências a que nossa mente/ego se prende.

O ego cria paradoxos que nos determinam como alguém que sempre espera encontrar na procura, na busca, no receber, na expectativa, a felicidade desejada e nos leva a pensar assim: “preciso de você para viver e por isto espero que você me dê o que preciso”. Mas, na realidade, na essência, a lei do amor é exatamente o inverso do que praticamos. Não é preciso que alguém nos dê algo para que receba de volta... Não, não é isso! É preciso que sejamos capazes de dar simplesmente sem impor condições. É servir independente de ser servido. É buscar a felicidade na entrega ao mundo, aprendendo nas experiências a valorizar a própria vida. Não é se anular, é se bastar, é ser consciente, é abrir mão, é ter fé... O caminho do amor não é o caminho da expectativa e da resignação e sim do dar simplesmente e independente, pois, quando nos amamos, nos bastamos e assim, não esperamos do outro.

É retornar para dentro de nós... Focando em nós mesmos percebemos que o passado e o futuro são preocupações, que nos poluem e não nos deixam vivenciar o agora, criam medos e receios. Todos as nossas atitudes e gestos correspondem aquilo que esta em nossa mente e a escolha é nossa.

"O que esta na nossa mente, esta na nossa frente."

Citação:
Como se pode virar borboleta?...É preciso ter uma vontade tão grande de voar a ponto de desistir de ser lagarta.